sábado, 12 de maio de 2012

Imortal pois não é chama...


Soneto de fidelidade

(Vinicius de Moraes)
De tudo, ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento 

Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em seu louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento 

E assim quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 

Eu possa lhe dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure


*Não foi infinito enquanto durou,pois pra eu parece que não foram tantos anos perdidos...mas tenho certeza de que será eterno agora que realmente sei o que é o amor,pena que ele talvez nunca saiba o que é de verdade...

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